ELIO OLIVEIRA MEU PENSAR
SOU A INCOGNITA! A VERDADE E A VIDA
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LEMBRANÇAS

Minhas lembranças moram num quintal antigo,

Onde o tempo descalço ainda corre a brincar.

Têm cheiro de café coado e de abrigo,

E vozes que se foram, mas insistem em ficar.

 

Guardam o riso farto, o choro contido,

O primeiro amor, que não soube terminar,

A mão que me guiou quando eu andava perdido,

E os sonhos que ousei, mesmo sem realizar.

 

Não são tristes, não. São mansas como prece,

São o que restou de mim quando o mundo doeu,

São farol aceso quando a noite me anoitece.

 

Levo-as no peito, não por apego ao que morreu,

Mas porque é lembrando que a alma reconhece

Quem eu fui, quem eu sou, e tudo que me fez ser eu.

 

elio candido de oliveira
Enviado por elio candido de oliveira em 24/07/2026
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