ELIO OLIVEIRA MEU PENSAR
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REPRESSAO

ELIO CANDIDO DE OLIVEIRA

Meu nome tem saldo e peso da mordaça

Detenho-me no andar descalços pés no chão

No olhar na porta guarda uma traição.

Palavra livre soa como mordaça.

*--*

Tinta falta, sobre si a ameaça.

Oficiais carimbos só carimba o não

Poderia ser dito, algo que vire oração.

Rizadas para dentro vem como ameaça.

-*-*-

Ainda assim teimo, de palavra acesa,

No bolso guardo um fósforo de vida,

Que nem todo porão apaga ou pesa.

 

Porque um dia a boca rompe a ferida,

E o que foi sussurro vira represa,

Que afoga o carrasco e lava a vida.

 

 

 

elio candido de oliveira
Enviado por elio candido de oliveira em 28/07/2026
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