
ELIO CANDIDO DE OLIVEIRA
Meu nome tem saldo e peso da mordaça
Detenho-me no andar descalços pés no chão
No olhar na porta guarda uma traição.
Palavra livre soa como mordaça.
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Tinta falta, sobre si a ameaça.
Oficiais carimbos só carimba o não
Poderia ser dito, algo que vire oração.
Rizadas para dentro vem como ameaça.
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Ainda assim teimo, de palavra acesa,
No bolso guardo um fósforo de vida,
Que nem todo porão apaga ou pesa.
Porque um dia a boca rompe a ferida,
E o que foi sussurro vira represa,
Que afoga o carrasco e lava a vida.