
O passado é um lugar curioso. A gente não mora mais lá, mas deixa as chaves com a gente.
Ele não volta, mas volta em cheiro de chuva, em música antiga no mercado, em foto embaralhada no rolo da câmera. Às vezes bate como saudade boa: da versão sua que não sabia de tudo, mas tentava com mais coragem. Às vezes dói, porque mostra erro que hoje você não cometeria.
O truque é esse: o passado explica, mas não manda.