
-ELIO CANDIDO DE OLIVEIRA.
Quando a culpa pesava em meu semblante,
E a noite em mim já não tinha aurora,
Veio tua mão, serena e redentora,
Erguer-me do meu chão agonizante.
*-*-*
Não cobraste o erro, nem o instante
Em que falhei, na hora mais devora.
Só disseste: "Levanta, vai embora
Livre, que o amor é mais que um diamante."
-*-*
E eu, que merecia o abandono frio,
Ganhei de ti a fonte e o estio brando,
Água que lava o pranto em desafio.
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Hoje caminho sem o antigo engano:
Levo no peito, eterno e murmurando,
O perdão que me fez de novo humano.