
Élio Candido de Oliveira.
Era tarde às 15h30min, vim embora, com poucas
malas na mão, mas deixei lá meu peito na tua
cama, meu corpo seguindo para a estação, e
minha alma ficou na tua chama.
-*-*
Teu nome, no silêncio e na estrada levei de ti na
camisa aquele perfume suave que usavas cada
lembrança da rua sem você vira nada, e as
saudades das ausências me enlaça e avisa.
-*-*
Nem adeus pôde dizer, os lábios silenciaram,
um grito de memoria uma mentira, pois meus
olhos de ti desviaram, para não mostrarem o desespero da
partida, e no só florescer ai te esperando.
*-*-*
Sei que vou voltar, mas nem perguntas sabes
então que onde sempre estive, nunca consegui
aprender a te deixar, vim embora mas ai fiquei.