Números estes vivem a me perseguir, isso
desde os primeiros dias de escola, corro,
eles somam atrás de mim, o dois me chama
para tomar uma cola, o zero diz logo, que
eu nem valho nada assim.
-*-*
Tento eu ser humanos, alma quase boa
a tudo de bom relatar, mas chegas as
contas ai vem elas e sem perdão, o boleto
chega voando e eu deixo a alma a voar,
pois grana não tenho para pagar.
*--*-
Meu salário é diminuto e sofre em vez de
mais a subtração, se é par ou impar, tanto
faz, e chego a confessar meu cérebro
buga, prometi a mim mesmo até pensar
em engordar, mas não possível foi.
-*-*
A calculadora não é de mim e ri de mim,
você vê e nos fins dos meses e das
contas, rindo eu concluo que esses
números vieram, mas para fazer eu
penar, e pior dos piores eles faz me
emocionar.