
Destes teus olhos verdes onde se tudo repousa
verde de musgo molhado sempre após a chuva
nos verdes da mata ai no desmanche ate da uva
onde esta a primavera inteira reluz e se pousa.
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Lago sereno neles há num parecer mar bravio
há ainda o brilho manso da tarde qual se finda
há esmeraldas que se cegam mas ainda linda
neles se vê um grande profundo terno macio;.
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Não são em verdades dois olhos feitiços claros
dos abismos própria luz que até eles se detêm
quando os vejo, olho ai me perco ate me tens.
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Pouco nos vai importar que o gire e seus faros
basta-me os verdes e onde os deuses se vêm
acredito morrer nestes olhos é o viver também.