
Foi na tua boca que eu aprendi o silêncio,
não no grito, mas no desvio do olhar.
Me ofereceu a mão e escondeu o resto,
e eu, distraído, chamei de lar.
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Não doeu a mentira, doeu o teatro,
o carinho ensaiado depois do veneno.
Doeu perceber que eu era cenário,
enquanto você escrevia outro enredo.
-*-*-
Mas a traição não me levou contigo,
ficou o que é meu, limpo e inteiro.
Você me ensinou, sem querer, o caminho:
nunca mais confundir perto com verdadeiro.